O Centro Cultural UFMG convida para a abertura da exposição individual ‘Memórias em madeira: a arte da Xilogravura’, do artista Pedro de Lima, com curadoria de Joana Brito. A mostra reúne xilogravuras que ilustram duas obras escritas pelo artista, expressando a riqueza da cultura popular brasileira. O evento acontece no dia 10 de julho de 2026, sexta-feira, às 19 horas. As obras poderão ser vistas até 16 de agosto de 2026, integrando a programação do 58º Festival de Inverno UFMG. A entrada é gratuita e tem classificação livre.
Memórias em madeira: a arte da Xilogravura
A riqueza da diversidade cultural brasileira ganha destaque na nova exposição do artista Pedro de Lima. Composta por 18 xilogravuras, a mostra reúne obras que integram os livros ‘Encantos do Brasil: xilogravura e cultura popular’ e ‘Baião de dois: sons e sabores do Brasil’, ambos escritos e ilustrados pelo autor. O conjunto das obras traduz, de forma visual e potente, a pluralidade da memória coletiva do país.
A xilogravura é a arte de esculpir na madeira símbolos, formas e sentidos que, ao serem impressos no papel, preservam e difundem saberes e tradições. No trabalho de Pedro de Lima, esse resgate ganha vida na delicadeza dos traços esculpidos com goivas em matrizes de umburana, resultando em uma celebração minuciosa da nossa identidade.
Inspiração e Identidade
O encantamento é o fio condutor que guia o olhar do xilógrafo diante do patrimônio cultural brasileiro. Inspirado sobretudo pelas tradições do Nordeste, sua região natal, o artista transforma referências da cultura popular em imagens vibrantes que narram a nossa história.
Em suas obras, elementos como vaqueiros, artefatos de couro, rendas de bilro, estandartes de festas, temperos marcantes, cocares indígenas e vastos palmeirais convertem-se em matéria-prima de memórias entalhadas. Cada imagem revela a sensibilidade do artista sobre os ofícios, as paisagens e os costumes que moldam o Brasil.
Resistência e Tradição
A exposição convida o público a contemplar a riqueza de detalhes e as composições marcantes criadas pelo artista. Em traços que alternam entre o rigor do reto e a fluidez do sinuoso, as xilogravuras revelam narrativas atravessadas por lutas, resistência e beleza profunda.
Mais do que celebrar a trajetória de Pedro de Lima, a mostra busca despertar o apreço por essa técnica tradicional, contribuindo diretamente para manter viva uma das mais antigas e emblemáticas expressões artísticas da nossa história.