“Retratos em Transe” é um mergulho nas encruzilhadas entre o sagrado e o urbano. A exposição, que será inaugurada dia 19 de novembro às 16 horas, reúne olhares de mulheres que, através da fotografia, traduzem o corpo negro em movimento, corpo que dança, ora, resiste e celebra.
Entre tambores e passos na rua, entre fé e cotidiano, as imagens revelam o transe como linguagem ancestral: um estado onde o espiritual e o político se misturam, onde o retrato se torna rito.
Artistas que assinam:
Virginia Dandara — artista visual da região Noroeste de BH. Atua no audiovisual com foco em fotografia, cinema e exposições. Seu trabalho nasce das vivências e une o sagrado das religiões de matriz africana, o cotidiano urbano e os movimentos de resistência e identidade.
Izabela Laurico — fotógrafa, publicitária e empreendedora. Carrego na minha arte a vontade e o legado de narrar histórias pretas, atravessando lentes que celebram corpos, culturas e espiritualidades. Meu trabalho mergulha na ancestralidade e na religiosidade, conectando passado e presente, tradição e experiência pessoal. Cada retrato é um encontro com a identidade, com a memória e com a potência da vida preta.
Pâmela Bernardo — artista visual atuante em Belo Horizonte desde 2015, entre vídeo, fotografia e colagem. Sua obra registra e afirma a cultura negra nas ruas e nos palcos da cidade. Já participou de projetos como Duelo de MC’s, Segunda Preta e Festejo do Tambor Mineiro, e foi artista residente no 4° Prêmio Décio Noviello da Fundação Clóvis Salgado.