Para quem não quer perder a oportunidade de ver de perto as obras instigantes produzidas em madeira pelo Mestre Geraldo Cabueta (1945 – 2019), a exposição, que é realizada pela primeira vez em Belo Horizonte, está disponível para a visitação do público até o dia 10 de abril, na Rodrigo Ratton Galeria.
A entrada é franca e é necessário realizar o agendamento prévio por meio do Whatsapp 31 99981 9281. Nascido em 1945, o Mestre Geraldo Cabueta é nordestino, de Guaranhuns, cidade do interior pernambucano. Com dificuldade para criar os seus filhos, mudou-se com eles para Juazeiro do Norte, no Ceará.
Perdeu sua esposa e, tempos depois, iniciou um relacionamento com uma mulher que trabalhava no comércio de santos e ex-votos. Vendo aquelas peças produzidas por artesãos, lhe despertou a vontade de fazer artesanato e, naquele momento, ele percebeu um grande talento de esculpir em madeira.
A partir dos cortes secos do seu facão amolado, que criava figuras humanas em madeira por formas simplificadas, as pinturas das peças eram trabalhadas com elegância, em tons escurecidos e mantendo a crueza do material utilizado.
Como não sabia ler e escrever, o artista não assinava as suas criações e ninguém sabia quem era o responsável pelas esculturas.
Mestre Geraldo Cabueta só começou a ser reconhecido após um artesão levar as suas obras para uma exposição em um hotel da região. Ele seguiu criando suas artes, até que a sua segunda esposa, que sempre o ajudou, faleceu.
Quando parecia que a sua inspiração tinha terminado junto com a vida da sua companheira, ele colocou toda a sua tristeza na face dos seus personagens.
Falecido em 09 de maio de 2019, esta é a primeira exposição individual do trabalho do Mestre Geraldo Cabueta em uma galeria de arte. “Foram mais de 10 anos buscando obras deste artista que, com sua simplicidade e o seu jeito único de produzir arte, encanta quem prestigia as suas esculturas.
Em todo este tempo, reuni dezenas de obras e, agora, cerca de três anos após a sua morte, vou abrir essa exposição para mostrar ao público 36 obras selecionadas dentro da minha coleção”, revela o galerista Rodrigo Ratton.