O artista visual pernambucano Max Motta traz a exposição “Riso Largo - A Cara do Brasil”, para o Pátio & Arts Design, situado no Piso L2, do Shopping Pátio Savassi.
Em cartaz até o dia 16 de abril, a mostra reúne 25 obras inéditas que exaltam a beleza, o sorriso e o cotidiano de pessoas negras representadas por meio da arte.
A visitação é gratuita e acontece de segunda a sábado, das 10h às 22h, e aos domingos, das 12h às 22h.
De acordo com a divulgação da exposição, o artista retrata mulheres e homens negros exercendo seu direito à liberdade e ao lazer como uma das formas de contrapor a padrões discriminatórios e esteriótipos, "dignificar o povo negro através da arte garante perpetuar uma autoestima pautada na beleza do bem viver".
Aqueles que foram à exposição poderão apreciar obras como Deus é Brasileiro, Banho de Gato, Jagunço, O Verde Louro desta Flâmula e Cajuína. “São pinturas de personagens na manifestação pessoal do riso e da alegria num recorte íntimo e focado no indivíduo, tão idôneo em si mas tão comum na sua forma de viver em diversas partes do Brasil”, explica Max.
Segundo o artista, as conquistas, paixões, semblantes de alegria e orgulho estão estampados em suas obras através de “cores e formas que numa dança sinestésica remetem a sensações como sons, cheiros, sabores e significados que mexem com a memória afetiva”, acrescenta ele.
As obras apresentadas em Riso Largo fazem parte de um grande conjunto de peças da série A cara do Brasil, que trazem cenas, pessoas e fatos do brasileiro no seu habitual cotidiano.
Atualmente em cartaz também no Recife, a exposição seguirá para São Paulo, após passar por Belo Horizonte.
O convite do autor é para que cada um aprecie, viva e sinta parte dessa experiência que nasceu com a arte de rua - em forma de graffiti - há exatos 20 anos e hoje pousa em terras mineiras escancarando os vários Brasis que se encontram em um mesmo povo caloroso, receptivo, solícito e de Riso Largo.
MAX MOTTA
Artista visual, Max Motta nasceu no bairro de Torrões, na Zona Oeste do Recife, e hoje vive em Belo Horizonte (MG).
Descobriu o seu talento para o desenho quando tinha quatro anos e, aos 13 anos, iniciou sua trajetória profissional no graffiti.
Hoje suas obras estão presentes nas ruas de Belo Horizonte, nos prédios de São Paulo e nos muros do Recife, onde recentemente assinou um painel de 1.200m² que homenageia Chico Science e os 30 anos do Movimento Manguebeat, em um túnel que leva o nome do cantor, no bairro da Ilha do Retiro.
Max também é ilustrador e tatuador, carregando um traço que facilmente pode ser reconhecido pela reverência às expressões humanas.
Ativista da luta antirracista, costuma retratar a beleza e diversidade das peles negra e indígena, e também o cotidiano de trabalhadores brasileiros em suas obras.