Em 2026, o Festival Acessa BH chega à sua sexta edição, consolidando-se como o maior evento de arte e cultura DEF do país. Entre os dias 4 e 27 de setembro, reuniremos artistas de seis estados brasileiros e uma atração internacional em cerca de 30 atividades, entre espetáculos, performances, sessões de cinema comentadas, oficinas, rodas de conversa e lançamentos de livros.
Neste ano, a curadoria propõe um recorte da produção contemporânea da cultura DEF no Brasil e no exterior, reunindo artistas, companhias e obras que investigam a deficiência como experiência estética, política e artística por meio da dança, do teatro, da performance, do cinema e da literatura.
Um dos destaques desta edição é a presença de artistas surdos e artistas com deficiência auditiva, que atuam em diferentes áreas, como interpretação, direção, dramaturgia e literatura. Entre eles estão atrizes surdas que utilizam línguas de sinais, como Lyvia Cruz em “A Cangaceira Surda Mara” e Miriam Garlo, protagonista do longa-metragem espanhol “Surda”. O Festival também apresenta trabalhos de artistas que se identificam como “surdos que ouvem”, como Benedita Casé, atriz do espetáculo “SURDA” e Pedro Neschling, diretor de “Baixa Sociedade”. A programação inclui ainda montagens bilíngues, apresentadas em português e Libras, como “Da Janela”.
Outro ponto alto é a continuidade da parceria internacional com a companhia britânica ZU-UK e a organização DaDa, referência em artes da deficiência no Reino Unido. Fruto dessa colaboração, receberemos a estreia mundial de uma nova versão da performance “Encontro Romântico Binaural”, da ZU-UK, que traz as vozes de Gregório Duvivier e Luciana Paes, além da condução pelo ator britânico James Turpin. E inauguramos uma parceria com o Instituto Dragão do Mar, por meio do Hub Cultural Porto Dragão, com o objetivo de ampliar a circulação nacional de artistas, grupos e coletivos cearenses compostos por pessoas com deficiência.
Programação completa e demais informações nas páginas oficiais do evento.