De 18 a 23 de outubro Belo Horizonte sedia a 22ª edição do Festival Estudantil de Teatro. Referência na área de artes cênicas e educação, o FETO experimenta, pela primeira vez, uma edição híbrida composta por oficinas, espetáculos presenciais, rodas de conversa na Funarte MG, e mostra de trabalhos artísticos criados para plataformas digitais, nos formatos (cenas curtas, websérie, podcast, performance, leitura dramática, formatos híbridos etc.).
O tema deste ano é “FETO – sem fronteiras: meu tempo é já”, e reflete sobre o desafio de estar no presente. Eles vão trazer para discussão a situação das salas de teatro e da arte-educação, após a pandemia.
Com o isolamento, houve uma desmobilização da arte-educação e um afastamento dos alunos das escolas de teatro. Esta edição do FETO é realizada com o propósito de fortalecer as escolas de teatro, os cursos livres e profissionalizantes que estão sendo deixados de lado, sem verba. Outra questão é que apesar do movimento de reabertura dos teatros no pós-pandemia, um dos maiores desafios tem sido mobilizar o público para voltarem a frequentar as salas de teatro.
Na abertura, dia 18.10 (terça-feira), haverá apresentação de sarau de poesia marginal organizado pelo Slam Clube da Luta, com participação das slamers Lírio, Pieta Poeta, Rafaela Augusta e Vênus Deusa planeta, na Funarte.
Neste ano, a programação traz seis espetáculos presenciais, todos de Minas Gerais, e trabalhos de outros estados que serão apresentados on-line: cinco criações de minuto (propostas de até 2 minutos para feeds do Instagram) e seis experimentos cênicos (propostas de 3 a 10 minutos para o Youtube).
As propostas artísticas este ano foram selecionadas considerando os seguintes critérios: atualidade (trabalhos que dialogam ou foram adaptadas durante a pandemia para o virtual); criatividade e possibilidades artísticas; relevância temática (pautas sobre raça, gênero, LGBTQIA+, questões indígenas); diversidade de linguagem; distribuição regional e trabalhos nas periferias; representação do Ensino Público e urgência (processos interrompidos pela pandemia).
Além de resenhas diárias dos jornalistas e críticos teatrais Bremmer Brama e Luciana Campos, os trabalhos também serão comentados durante os olhares - tradicionais bate-papos e rodas de conversa que promovem discussões com artistas, pesquisadores da cena e os estudantes, sobre os trabalhos apresentados no festival. Serão, ao todo, onze rodas de conversa, que, neste ano, acontecem nos formatos digital e presencial.
Já as oficinas - com inscrições abertas até 13.10 - voltam a ser presenciais em 2022 e oferecem desde propostas de pesquisa e criação dentro das técnicas da arte drague, até propostas de jogos de escuta e improvisação, voltadas para adolescentes, como elemento de apresentação e aprendizagem do fazer teatral.
Para encerrar, no dia 23 de outubro, o tradicional caFETO traz, sob mediação de Vicente Concilio (UDESC) e Eder Rodrigues (UFSB), o tema “Docentes e Discentes: caminhos da formação teatral em BH”.