Pole dance, vogue, passinho, breaking, stiletto, vídeo dança. Tudo junto e misturado.
Essa é a proposta do Encontro Brasileiro de Pole e Danças (EBPD).
No domingo, dia 5 de junho, a partir das 18h, a mostra artística da primeira edição do festival vai reunir 15 performances de diferentes modalidades de dança, no Grande Teatro do Sesc Palladium.
Os ingressos custam R$10 (inteira) e R$5 (meia-entrada). Já as oito oficinas e as duas mesas de debates são gratuitas e serão realizadas nos dias 1, 2, 3 e 4 de junho, no Centro Cultural Padre Eustáquio, no CRAS Alto Vera Cruz e no Studio A.
As inscrições e os ingressos podem ser encontrados no site
Favelinha Dance, Trio Lipstick, O SOMOS, Letícia Coui, Nadja Kai Kai, Guidá, Fabiana Santos, Roseane Corrêa, os grupos Auê Pole e Circo, Orbitais Pole Dance e a dupla Diana Diana Possas e Jussara Bertolucci são alguns nomes entre 15 artistas selecionades por meio de inscrições gratuitas e feitas pela internet.
A grande maioria vive em Belo Horizonte, mas há alguns nomes de fora de Minas Gerais, como as pole dancers paulistanas do grupo Maravilhosas Corpo de Baile, DarkCinnamon, Isis Maia e a drag queen Larissa Hollywood (Gustavo Letruta), de Brasília.
A equipe responsável pela curadoria do EBPD é reconhecida por inúmeros trabalhos na área de dança e teatro: os dançarinos, professores e coreógrafos Dudude Herrmann, Tiago Gambogi, Cyntia Reyder e Guilherme Morais.
Questões como originalidade, diálogo com o tema do evento, técnica e trilha sonora, além de inovação, pesquisa e experimentação em dança foram levadas em consideração no momento de avaliar os quase 200 inscritos.
“O evento valoriza e dá visibilidade para estilos e modalidades de dança que já sofreram preconceito e estiveram na marginalidade: como o pole dance, funk, hip hop, vogue, passinho, danças de matrizes africanas e stiletto.
Acreditamos e apostamos na dança como um elemento que proporciona experiências de inclusão para as diversas comunidades envolvidas – para os artistas e o público, gerando debates e reflexões sobre o "feminino" e os grandes desafios que vivemos nos dias de hoje”, reflete Tiago Gambogi, artista e um dos idealizadores do festival.