A potência da improvisação em dança de um lado e a força poética do cinema de outro. Esse encontro de linguagens é o que o público confere na mostra de solos em videodança “Subjetividades Dançantes”, exibida nos próximos dias 17 e 18 de junho.
Em cena, onze mulheres, onze diferentes modos de dançar, em onze expressões artísticas. As filmagens foram feitas em locações que dialogam com Belo Horizonte e valorizam pontos turísticos da capital, como Parque Municipal, Praça do Papa, Lagoa da Pampulha e Praça da Liberdade. Há ainda outras cenas, na região metropolitana, como na Serra do Cipó.
A mostra de solos foi criada, em 2017, pela fundadora da Kinesis Dança.Expressão.Arte, Renatha Maia, diretora do primeiro espaço de dança de Belo Horizonte, totalmente voltado para a improvisação. A ideia de Renatha, com a mostra, é romper com a lógica da solista, em que, tradicionalmente, apenas uma bailarina se destaca nos espetáculos e demonstrar, justamente o contrário: qualquer mulher pode expressar seus desejos, histórias e mensagens, por meio da dança, de modo único e autoral. A improvisação, estilo de dança que guia a Kinesis, é a base das criações.
Nas primeiras edições, a mostra foi apresentada no palco, com grande retorno de público, mas, em 2020, com a pandemia de Covid- 19, a proposta ganhou nova linguagem, a partir da parceria com o cinegrafista e fotógrafo Gilberto Goulart, profissional com larga experiência em registrar dança em imagens, que trabalhou, entre outros, com a Fundação Clóvis Salgado, Mimulus Cia de Dança, Cia Ananda, Corpolítico e diversos artistas da dança de Belo Horizonte.
Depois de mais 30 horas de gravações e um meticuloso trabalho de edição, em busca de detalhes e planos que valorizem os movimentos e mensagens das bailarinas e de uma conexão entre as singularidades dançadas, o resultado é uma primorosa obra audiovisual.