A escravidão no Brasil foi um dos períodos mais tristes da história do país, mas que nos deixou uma rica herança: a gastronomia.
No dia 19 de outubro, o seminário “Afro-gastronomia: sabores e saberes ancestrais” vai discutir sobre o alimento como forma de resistência, suas tecnologias, referências e adaptações da culinária afro-brasileira.
O evento foi idealizado pela descendente do kilombo de Pinhões, especialista em literatura africana e afro-brasileira e culinarista, Kelma Zenaide.
Para participar do encontro, que acontecerá no Centro Cultural de Venda Nova, das 9h às 16h30, as inscrições são gratuitas e limitadas pelo Sympla.
A referência africana está impressa na nossa oralidade, religiosidade, arte e também na culinária.
São saberes ancestrais que ainda conservam os sabores das ervas, temperos e segredos passados por gerações, mantendo mais viva do que nunca as receitas familiares guardadas a sete chaves.
O seminário propõe um mergulho nessa cultura potente e inconfundível. Será um momento de imersão sobre o tema, troca de experiências, reflexões e vivências de uma culinária que revoluciona e resiste.
Para além do paladar, a afrogastronomia conquista pelo aroma, pelas cores, pela força e o afeto de um povo que colore toda a cultura brasileira.