Com mais de 180 mil espectadores e mais de 400 apresentações realizadas, o espetáculo A Última Sessão de Freud celebra cinco anos consecutivos em cartaz e se consolida como um dos grandes sucessos do teatro brasileiro contemporâneo.
Com texto do premiado autor americano Mark St. Germain e direção de Elias Andreato, a montagem é estrelada por Odilon Wagner — indicado aos prêmios Shell, APCA e Bibi Ferreira por este trabalho — e Marcello Airoldi. A trama apresenta um encontro fictício entre Sigmund Freud e C. S. Lewis, dois dos mais influentes pensadores do século XX. Ambientada em 1939, no consultório de Freud, na Inglaterra — ano em que o país entra na Segunda Guerra Mundial —, a peça conduz o público a um intenso embate de ideias sobre temas como a existência de Deus, o sentido da vida, a natureza humana, o amor, o sexo e a morte.
Freud, conhecido por seu olhar crítico sobre a religião, confronta Lewis — ex-ateu que se tornou um dos mais relevantes defensores da fé fundamentada na razão — em um diálogo provocador, marcado por humor, ironia e densidade filosófica. O texto é inspirado no livro Deus em Questão, do psiquiatra Armand M. Nicholi Jr. A encenação aposta na força da palavra como eixo central. Para Elias Andreato, o teatro permanece como um espaço essencial de reflexão e encontro: “O que me interessa é despertar sentimentos e reafirmar a potência de contar uma boa história. O teatro é, antes de tudo, um encontro humano”. Já Odilon Wagner destaca o desafio de interpretar Freud: “É um personagem denso, complexo e fundamental para a história contemporânea. Foram meses de estudo para trazer ao palco um recorte fiel de seu último ano de vida”.
Com cenário e figurinos assinados por Fábio Namatame, a montagem recria com precisão o consultório onde Freud desenvolveu seus estudos, reforçando o caráter intimista e realista da obra.