Com direção de Paulo Maffei e dramaturgia de Vinícius de Souza, a peça acompanha imigrantes que tiveram suas terras vendidas e empreendem uma jornada que culmina no deserto do Atacama, o mais seco do mundo e também um dos maiores depósitos de resíduos têxteis do planeta, onde mais de 40 mil toneladas de roupas descartadas da Europa, EUA e Ásia são jogadas anualmente.
Esse cenário real vira metáfora: montanhas de roupas doadas integram o cenário e atravessam a dramaturgia como símbolo das crises climáticas, do consumo desenfreado e como tudo isso reflete nas relações humanas. O espetáculo combina texto, iluminação, audiovisual e captação de imagem em tempo real.
O elenco é formado por 13 estudantes em sua primeira temporada profissional – o que abre espaço para ângulos como: a experiência de quem está em cartaz pela primeira vez, a relação entre formação artística e produção de arte engajada, e os temas urgentes que a peça coloca em cena sem oferecer respostas prontas.