Duas atrizes conduzem a descoberta de que toda menina que ousa ser quem é, inventa mundos e não abaixa a cabeça já traz magia consigo. A plateia participa da ação e acompanha a ideia de que o medo diminui quando se levanta a voz e se chama as amigas para perto. No fim, cada criança sai com a noção de que pode seguir o próprio caminho, porque toda menina é uma bruxa e bruxa é sinônimo de liberdade.
A montagem é inspirada pela publicação homônima de Catarina Maruaia e Carolina Merlo, lançada pela Impressões de Minas em 2023, no selo Jubarte. A obra reúne poemas e ilustrações e apresenta a figura da bruxa como memória das mulheres que resistiram e ainda resistem à injustiça. No livro, cada menina carrega seu próprio caldeirão e o poder de criar e transformar aquilo em que acredita.
Na versão teatral, a peça convida a plateia a entrar na narrativa por meio de música, dança e jogos cênicos. A proposta trata de autoconhecimento, respeito e igualdade de gênero, e aborda a identificação e a prevenção da violência contra meninas e mulheres em linguagem adequada à faixa etária. A escolha é abrir um espaço seguro para temas delicados, com orientação psicossocial no trato dessas questões.
A adaptação retoma os eixos da obra: a ancestralidade, a diversidade de corpos e histórias, e a ideia de que unir é saber ouvir a questão de cada uma. O desenho e a colagem deram origem a personagens de muitas idades, origens e formas, referência que passa do papel para a cena.