O Grupo Girino apresenta uma montagem cênica que parte do mito da Matinta, célebre figura do imaginário amazônico, para articular um diálogo poético entre a tradição oral e os dilemas socioambientais contemporâneos. Em cena, a narrativa folclórica ganha contornos de metáfora sobre a relação ancestral entre humanidade e meio ambiente, conectando o resgate dos saberes populares ao alerta sobre as ameaças que pairam sobre a biodiversidade do planeta.
Construído a partir de uma linguagem visual e imagética marcante, o espetáculo propõe uma imersão na cultura popular brasileira e na memória coletiva. Por meio de recursos expressivos do teatro de formas animadas, a produção convida a plateia a refletir sobre o papel da preservação ambiental e a responsabilidade de salvaguardar as manifestações culturais e os ecossistemas para as futuras gerações.