Criado por artistas mineiros radicados no Rio de Janeiro, o projeto reúne duas peças independentes e complementares que investigam o reflexo da genealogia nas relações familiares, nos contratos sociais e nas crenças humanas.
Em cartaz na capital desde 10 de outubro, a experiência apresenta diferentes dinâmicas de convivência: dois irmãos, no primeiro ato, e um casal, no segundo, sempre com dois atores em cena. A idealização, direção e dramaturgia são do núcleo Genealógicos, formado por Rafael Coutinho, Lucas Rocha, Vinícius Rocha e Bela Barros. O texto é de Rafael Coutinho, com supervisão dramatúrgica de Cecília Ripoll. Lucas Rocha e Vinícius Rocha integram o elenco do Ato I; Bela Barros e Vinícius Rocha, o do Ato II.
As duas obras interligadas, embora possam ser apreciadas individualmente, convidam o público a encontrar conexões e a refletir sobre os significados que emergem na relação entre o “eu” e o “outro”. “Em uma era de individualismo, este díptico teatral demonstra a força do encontro e da convivência entre opostos, criando uma experiência que transcende suas partes individuais e convoca o público a experimentar diferentes expressões artísticas dentro do contexto teatral”, destaca Lucas Rocha, ator e integrante do núcleo de criação Genealógicos.
Os espetáculos questionam o prosseguimento ou rompimento com a tradição. Ser genealógico é celebrar a possibilidade de dar continuidade e, ao mesmo tempo, fazer diferente. Afinal, ainda é possível estarmos juntos?