Uma mulher tenta contar uma história. Entre fragmentos de memória, rupturas e estados de exaustão, o espetáculo acompanha um corpo atravessado por uma experiência que desloca radicalmente o que se imaginava como vida possível.
Partindo da vivência da maternidade, a cena se constrói sem recorrer à narrativa linear, transitando entre o real e o onírico, onde o descanso se torna impossível e o tempo deixa de avançar para passar a rondar.
“Quem estava lá quando você chorou” é um solo sobre vigília, solidão e permanência. Aquilo que continua, mesmo quando não há mais possibilidade de retorno.