Como criar danças para não serem vistas? “Isso é um poema que transborda” nasce do desejo de dialogar com pessoas cegas e com baixa visão desde a concepção de um espetáculo de dança. Com direção de Bárbara Maia, o trabalho será apresentado no dia 24 de outubro, sábado, às 15h, no Galpão 4 da Funarte MG. O espetáculo investiga as relações entre gesto, palavra e tradução, incorporando as textualidades ao próprio elenco em cena, simultaneamente como camada dramatúrgica e recurso de acessibilidade.
A proposta parte da tentativa de transpor os gestos para as palavras e traduzir o movimento das corpas para o texto verbal, fazendo ecoar poéticas do (in)visível. O espetáculo investiga como nomear a experiência da dança enquanto ela acontece em si e na outra pessoa, percebendo o corpo como lugar de escrita no tempo. Nesse percurso, a criação convida o público a experimentar a dança a partir de outros sentidos e a desfazer a primazia da visão.