O projeto Tambor na Praça – Toque de Futuro, idealizado por Mauricio Tizumba e patrocinado pelo Instituto Unimed-BH, realiza uma oficina de percussão às 9h e, às 11h, recebe o show de Mauricio Tizumba com as netas Iara Tonsich e Serena Tonsich, no dia 8 de novembro, domingo, com entrada gratuita no Teatro Francisco Nunes. A apresentação reúne composições da trajetória do artista, canções da música brasileira e de domínio público, incluindo brincadeiras musicais com o público. As atividades integram a programação do Música de Domingo, iniciativa cultural de Belo Horizonte dedicada à música instrumental e cantada.
O projeto Tambor na Praça – Toque de Futuro busca aproximar crianças e famílias da tradição do tambor e criar novas formas de transmissão dos saberes da cultura afro-mineira. A proposta reúne repertório musical, ritmos tradicionais e experiências compartilhadas entre gerações, com a infância como parte fundamental da continuidade dessas manifestações culturais. A iniciativa parte da trajetória de Tizumba com a cultura congadeira e da compreensão de que a continuidade dessa tradição depende também da aproximação com as novas gerações. Ao lado das netas, o artista apresenta repertórios de sua carreira adaptados ao universo infantil, em diálogo com os toques tradicionais dos tambores congadeiros.
“A proposta é aproximar as famílias da vivência cultural afro-mineira e estimular a formação de público para a cultura popular desde a infância. Em cada edição, crianças e mestres são convidados a compartilhar o ritmo e a experiência do tambor, recuperando o sentido de comunidade que está na essência do Festejo e das atividades do Tambor Mineiro”, explica Mauricio Tizumba, conforme declaração publicada no material de divulgação do projeto.
Para abrir a programação, às 9h, a oficina de percussão “O Som do Tambor Mineiro” convida os participantes a conhecer e experimentar ritmos do Congado mineiro e de outros gêneros da cultura popular brasileira. Com duração de 1h30 e capacidade para até 25 participantes, a atividade propõe uma vivência prática com instrumentos tradicionais, articulando música, canto e movimento. Durante a oficina, os participantes terão contato com tambores e patangomes, aprenderão toques básicos, marcação do tempo, escuta coletiva e execução em grupo.
A experiência também inclui toadas e pontos tradicionais, além do uso das gungas, chocalhos metálicos presos às pernas e presentes nas guardas de Moçambique. Os instrumentos necessários à vivência serão disponibilizados, incluindo tambores de madeira e couro animal, patangomes, gungas e pares de baquetas. A atividade aborda o tambor mineiro como instrumento musical e símbolo de identidade e ancestralidade. Presente nas tradições do Congado, do Moçambique e do Candombe, ele carrega referências à história, à espiritualidade e à resistência das comunidades negras em Minas Gerais.