A capital mineira recebe novamente uma dupla que já se tornou conhecida do público mineiro pela capacidade de transformar situações absurdas do cotidiano em boas gargalhadas. Em “Aperte o play e só... ria”, Kayete e Carlos Nunes dividem o palco em uma comédia formada por diferentes cenas e personagens, conduzidas com humor, irreverência e uma boa dose de nonsense.
A proposta é simples: apertar o play, deixar os problemas do lado de fora e rir. Durante aproximadamente 70 minutos, os dois atores se revezam em diferentes personagens e situações que percorrem passado, presente e futuro — algumas delas tão absurdas quanto familiares.
A viagem começa há mais de 28 mil anos, quando um casal de neandertais descobre uma maneira bastante peculiar de resolver suas necessidades mais básicas. Em uma espécie de versão pré-histórica dos serviços de entrega, os dois utilizam um tambor para solicitar um “motoboy” e garantir comida, aliviar dores e até resolver questões relacionadas ao desejo sexual.
A partir daí, o espetáculo dá um salto no tempo e coloca Kayete e Carlos Nunes em situações completamente diferentes. Eles aparecem como duas aeromoças atrapalhadas, duas velhinhas que se encontram no próprio velório e dois moradores em situação de rua, em uma cena que, por trás do humor, também propõe uma reflexão sobre as relações humanas.
É justamente nessa mistura entre o absurdo, o cotidiano e a observação do comportamento humano que está a graça de “Aperte o play e só... ria”. A cada nova cena, o público encontra personagens diferentes e situações inesperadas, em uma montagem que aposta no jogo cênico dos dois atores e na rapidez das transformações.